Confira os Bastidores da Semana do Meio Ambiente na E.E.B. Olavo Bilac!

Dia 5 de junho foi o Dia Mundial do Meio Ambiente. E para não deixar essa data passar em branco, houveram vários eventos para a conscientização dos alunos acerca da importância do meio ambiente ser cuidado e conservado.

Dando início ás atividades, a empresa CRW promoveu uma palestra relatando os cuidados que se deve ter com o Meio Ambiente, principalmente quanto ao lixo, ao reaproveitamento, a reciclagem e a água. Confira algumas fotos dessa palestra:


Em outro momento, o Sr. Afonso Guse explicou aos alunos o funcionamento da "Estação Biológica de Combate a Insetos". O seu projeto foi premiado como o melhor de Santa Catarina e faz uso de elementos naturais para o controle da cadeia alimentar no que diz respeitos á insetos. No slide a seguir, são compartilhadas algumas fotos da palestra do Sr. Afonso Guse:


Outro evento significativo e Realizado pela empresa CRW foi a "Exposição Semana do Meio Ambiente", realizada na praça "Caetano Évora da Silveira", em frente ao terminal de ônibus de Pirabeiraba. Os professores da E.E.B. "Olavo Bilac" acompanharam os alunos da unidade escolar para visitarem a exposição. Houve a distribuição de árvores pela Fundema, bem como um funil para a coleta de óleo de cozinha. A Univille participou expondo os trabalhos realizados por alguns de seus alunos, no qual é produzido papel reciclado, brinquedos de sucata, etc. Além de muita informação, teve palhaço, pintura no rosto, brincadeiras, piscina de bolinhas, cama elástica e muito mais. Algo bem interessante foi também a exposição de um filtro coletor de água, com o qual é possível reaproveitar 90% da água chuva. Confira algumas fotos desta exposição:


Além disso, mediante ao covite da Equipe OlaVida, a Águas de Joinville realizou dois eventos na E.E.B. "Olavo Bilac". O primeiro evento foi uma palestra sobre o funcionamento da estações de tratamento de água e esgoto. Confira algumas fotos:


O segundo evento realizado pela Águas de Joinville á convite da Equipe OlaVida foi um teatro de fantoches com o tema de tratamento de água e destacando a história do rio Cachoeira, em Joinville. Confira as fotos:


E a Semana do Meio ambiente não parou por aí não! Além de tudo isso, a Equipe OlaVida promoveu a divulgação do nosso blog para todos os alunos da Escola! Nosso novo patrocinador, a Gráfica Bruno's arcou com as despesas dos cartazes de divulgação do Blog. Assim, cada local da escola pôde receber um cartaz com as informações do nosso blog e com um incentivo para os alunos visitá-lo. Veja algumas fotos da divulgação do nosso Blog:


Por fim, gostaríamos de expressar nossos agradecimentos á Gráfica Bruno's, por ter nos estar nos apoiando, aos alunos, professores e coordenação da E.E.B. Olavo Bilac, por sempre estarem do nosso lado, e á você, á Empresa Embraco, por ter tomado a iniciativa que originou esse blog e á você, nosso leitor, que está sempre do nosso lado!

Obs.: Gostaríamos de esclarecer que todos os rostos na fotos estão desfocado, impossibilitando assim que o indivíduo seja reconhecido. Os rostos que não estão desfocados são de pessoas que autorizaram o a divulgação de sua imagem.

IBGE aponta que distribuição de água cresceu em todas as regiões do Brasil

O número de domicílios particulares permanentes que têm acesso ao fornecimento de água no Brasil passou de 45 milhões para pouco mais de 57 milhões nos últimos dez anos, de acordo com os resultados preliminares do Censo Demográfico 2010, divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O sistema padrão de fornecimento, que tinha cerca de 35 milhões de domicílios há dez anos, concentra atualmente aproximadamente 47 milhões e meio de consumidores no país.A distribuição de água no país cresceu aproximadamente 22% em relação ao Censo Demográfico de 2000, segundo o IBGE. Com isso, cerca de 12,5 milhões de residências passaram a utilizar tal serviço, das quais a maioria pela rede geral de distribuição.
O índice de brasileiros que necessitam de poços ou nascentes foi reduzido em quase um milhão e meio de pessoas, uma queda de aproximadamente 18%. Os números mostram que a rede geral de distribuição de água está avançando pelo território.
Em 2000, quase sete milhões de brasileiros utilizavam poços e/ou nascentes. Dez anos depois, esse número é de pouco mais de cinco milhões e meio. As regiões que apresentaram queda foram Nordeste e Sudeste. Tais regiões impulsionaram o crescimento geral da distribuição de água.
No Sudeste, cerca de cinco milhões de domicílios passaram a ter acesso ao serviço; já no Nordeste, pouco mais de três milhões e meio. O Sul teve quase dois milhões e Norte e Centro Oeste pouco mais de um milhão.
Dos brasileiros entrevistados pelo IBGE no ano passado, apenas quatro milhões declararam ter acesso ao fornecimento de água por outros meios não especificados.

Fonte: 

Saiba mais sobre o Dia Mundial da Água (DMA)


Nosso planeta tem cerca de dois terços só de água. Pela lógica, parece haver água sobrando para a população, não é? Parece um absurdo falar em crise da água?
Vamos aos fatos: 97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.
Some-se a isto o despejo de lixo e esgoto sanitário nos rios, ou ainda as indústrias que jogam água quente nos rios - o que é fatal para os peixes. A pouca água que existe fica ainda mais comprometida. Isto exige a construção de estações de tratamento de esgoto e dessalinização, por exemplo. E exige conscientização para que se evite o desperdício e a poluição, principalmente nas grandes cidades.
Com o objetivo de chamar a atenção para a questão da escassez da água e, conseqüentemente, buscar soluções para o problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu em 1992 o Dia Mundial da Água: 22 de março.
Por conta disso, a ONU também elaborou um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água", que trata desse líquido como a seiva do nosso planeta.


Fonte: 
http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/agua/home.html

Águas para o futuro

Mudanças climáticas aumentam a urgência de gestão e conservação adequadas para garantir qualidade e abundância de água e a sobrevivência dos ecossistemas aquáticos.



Se a gestão e conservação de água doce já eram uma preocupação importante frente à superexploração, ao mau uso dos recursos hídricos e do solo e à poluição dos corpos d’água, as conclusões do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, na sigla em inglês) vêm acrescentar ainda mais urgência ao tema.  Adaptação dos recursos hídricos às mudanças climáticas passa a ser uma nova bandeira para garantir água de qualidade e em quantidade para as gerações de agora e do futuro.

A água é um recurso fundamental para a vida e especialmente estratégico para o Brasil, que abriga mais de 17% de toda a água doce do Planeta e tem sua matriz elétrica umbilicalmente conectada à disponibilidade de recursos hídricos. Mais do que nunca, a proteção de matas ciliares, cabeceiras e nascentes torna-se uma garantia de futuro. Para o WWF-Brasil, recuperar estas áreas quando degradadas e garantir e aumentar a proteção às remanescentes é uma forma de adaptação às mudanças climáticas que inexoravelmente irão atingir o planeta, com o aumento inercial previsto de, pelo menos, 1º C da temperatura do planeta nas próximas décadas. Quanto mais conservadas estas áreas, maior será sua resiliência a condições climáticas cada vez mais severas, com o aumento da intensidade e frequência de secas, enchentes e tempestades como furacões.Encarando o desafio  O WWF-Brasil vem intensificando suas ações de conservação para adaptação às mudanças climáticas, em especial no que tange aos recursos hídricos. Além de desenvolver estudos para subsidiar as ações de conservação pelos governos, a instituição vem promovendo e fomentando as iniciativas da sociedade civil em defesa das águas. Assim é que o WWF-Brasil, em parceria com outras organizações, está conduzindo um amplo estudo das vulnerabilidades das nascentes do Pantanal – uma das maiores áreas úmidas do planeta – ao mesmo tempo em que promove a campanha Nascentes do Brasil, que apóia e fomenta as ações das comunidades em defesa de suas águas. O desafio da adaptação dos recursos hídricos às mudanças climáticas envolve uma intrincada rede de ações que vão desde a criação e manutenção de unidades de conservação, passando pela proteção direta aos recursos hídricos, até o aumento da eficiência energética e introdução de outras fontes renováveis de eletricidade, para além das hidrelétricas, garantindo cada vez mais rios de fluxo livre e, portanto, maior resiliência aos ecossistemas aquáticos e sua fabulosa biodiversidade. 


Fonte:

Água poluída mata mais que violência no mundo - Afirmação da ONU


A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU

"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).

Foto: Magnus  Franklin/Flickr - Creative COmmons by 2.0


Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água, o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes. 

O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.

Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90 por cento da água de esgoto sem tratamento.

A diarréia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."

O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.

Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.

"Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas.


Fonte: 
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1539558-5603,00-AGUA+POLUIDA+MATA+MAIS+QUE+VIOLENCIA+NO+MUNDO+DIZ+ONU.html

Foto: Magnus Franklin/Flickr - Creative Commons by 2.0

Declaração Universal dos Direitos da Água

Você sabia que a água possui direitos? Isso mesmo, a água posssui direitos! E no dia 22 de março de 1992 a ONU redigiu um documento que consta com 10 artigos, onde são apresentados os direitos da Água:


DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA
Fonte: ONU (Organização das Nações Unidas)

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.




O Planeta Azul Perde a Cor

Veja na imagem a seguir dados acerca da distribuição, consumo e outras características da água em nosso planeta: 

Para visualizar melhor, clique na imagem.

Reservatório de Água será esvaziado após homem urinar nele

Depois que um homem foi flagrado urinando no reservatório de Mount Tabor, que abastece de água boa parte de Portland (Oregon, EUA), a administração resolveu esvaziar o local. A operação de esvaziamento, limpeza e enchimento custará 35 mil dólares
Reservatório de Mount Tabor

"São oito milhões de galões de água (mais de 30 milhões de litros) e há pessoas que dirão se tratar de um exagero. Eu não acho. Eu fico pensando em quantas pessoas poderiam dizer: Eu fiz suco de laranja esta manhã com aquela água. Não quero ouvir isso", disse David Shaff, administrador do Portland Water Bureau. 

Shaff comentou que já fechou o reservatório por vários motivos (bola de tênis, pato morto, frisbee na água), sem necessidade de esvaziar. 

"Mas com urina é diferente. Temos que ser cuidadosos", esclareceu. 

A limpeza levará vários dias.
Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/posts/2011/06/17/reservatorio-de-agua-sera-esvaziado-apos-homem-urinar-nele-387020.asp

Curiosidades sobre a Água

Você sabia?

  • Se toda água da Terra, doce, salgada e congelada, fosse dividida entre seus habitantes, cada pessoa teria direito a 8 piscinas olímpicas cheias;
  • Mas se dividirmos somente a água potável entre as mesmas pessoas, cada um teria direito a apenas 5 litros de água;
  • O Brasil tem 13,7% de toda a água doce do planeta, sendo que 80%desse total está na Bacia Amazônica;
  • Se toda a água do mundo coubesse numa garrafa de 1 litro, apenas meia gotinha estaria disponível para beber;
  • A Terra possui 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água (1 quilômetro cúbico tem 1 bilhão de metros cúbicos de água). Desse total, 97,5% é água salgada. Sobram 2,5% de água doce, tanto líquida como congelada. Tirando a água congelada sobram apenas 0,26% de água líquida na forma de rios, lagos e lençóis subterrâneos;
  • Para não secarmos os recursos, só podemos usar a água que é renovada pelas chuvas, que são apenas 0,002% de toda água do planeta;
  • Chove 16 bilhões de litros de água por segundo no planeta;
  • De toda água utilizada no mundo, 10% vai para o consumo humano, 20% é para uso industrial e 70% é usado na agricultura.
Além disso, nós temos várias razões para provar para você, leitor, que a preservação da água é extremamente importante. Veja algumas dessas razões:
  • Contaminação: A água de boa qualidade está se tornando cada dia mais escassa. A contaminação não controlada faz com que as águas fiquem impróprias para o seu uso. O lançamento de efluentes industriais e domésticos deve ser cuidadosamente controlado para evitar a contaminação dos mananciais;
  • Secas: As secas, fenômenos naturais que ocorrem com certa periodicidade, não devem nos encontrar com pouca água armazenada;
  • Enchentes: As enchentes são devastadoras. Devemos nos prevenir, disciplinando a ocupação dos vales, evitando desmatamento, mantendo um bom sistema de drenagem urbana nas cidades, não jogando lixo em galerias coletoras de água da chuva e em leito de rios e administrando bem nossos açudes;
  • Desertificação: A desertificação é um fenômeno que transforma áreas agricultáveis e com bons estoque de água em novos desertos. O principal causador deste fenômeno é o desmatamento irracional. Entre as consequências da desertificação estão a perda da fertilidade dos solos, o assoreamento e a salinização de rios e açudes;
Depois de tudo isso, o que nos resta a fazer é pedir á você que preserve, valorize e cuide da água, pois além de ser tão importante, ela é um recurso natural não renovável. Talvez você pense que somente a sua atitude de preservação não fará falta ao meio ambiente, mas, eu posso afirmar que fará, sim, diferença. E como a Madre Teresa de Calcutá afirmou: "Sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor"
E, então, vamos preservar a água? Preserve a água, preserve a Vida!


Fonte:
Livro: Água - Recurso para a manutenção da vida | Páginas: 11 e 13 | Equipe Respnsável pelo Livro: Héctor Raúl Muñoz Espinosa (Diretor); Rui Batista Antunes (Gerente); Edson Teixeira da Silva (Gerente); Guilherme Xavier De Miranda Junior (Técnico); Marta Elisabete Souza Kracik (Técnica); Simone Standnick (Consultora); Guolherme Dallacosta (Consultor); Hilbert Hubert (Auxiliar); Rafael Xavier Costa (Auxiliar).

Sugestão de Leitura – Água Juridicamente Sustentável

Neste livro, a professora e pesquisadora Clarissa D’Isep chama a atenção para a importância de analisarmos os sistemas hidrojurídicos – internacionais, nacionais e regionais, do contrário, nunca chegaremos a integração e a gestão sustentável da água no planeta.


Sinopse do Livro

Por ter exercido papel fundamental na história da civilização e de seu desenvolvimento, a água foi sempre motivo de disputas, regulamentações e muitas mudanças em seus aspectos jurídicos, no decorrer do tempo. Hoje, com as ameaças da mudança do clima, que prometem secas nunca antes vistas, este elemento se acha debaixo de holofotes. A professora e pesquisadora Clarissa D'Isep analisa os sistemas hidrojurídicos internacionais , nacionais e regionais, enfatizando que, se não forem abordados, estes itens nos condenam a prosseguir sem a real dimensão dos problemas, "tendências e clamores" do cenário hídrico mundial - e portanto, navegando no escuro por águas turvas, quando mais que nunca precisamos é de esclarecimentos sobre tudo o que envolve esta substância vital.

O uso doméstico da água, ainda que necessário à sobrevivência, responde por apenas 5% do total de seu consumo. Do restante, 75% ficam com a agricultura e 20% com a indústria. A água é, portanto, elemento econômico crucial, mas nem por isso seu conceito deve ser entendido primordialmente por este enfoque. Nem a definição físico-química da água esgota o conceito, que se compõem de várias partes - social, cultural, política, econômica, sanitária, geográfica, entre outras -, lembra a autora, acrescentando que definições ou propostas de gestão hídrica que excluam tais elementos integrantes do conceito são ilegítimas e ineficazes. Ela também acredita, como o francês Bernard Drobenko, que "não se dá uma resposta econômica a um problema ecológico". Ou seja, sem a abrangência mencionada, não existe uma sustentação para uma integração e uma gestão sustentável da água no planeta.

Para colocar a questão em contexto, a autora informa que:
- um australiano consome 1.440 litros de água por dia, enquanto que um europeu consome 210, e um africano, 48;
- duas em três pessoas não terão acesso à água até 2025;
- 25 milhões de pessoas morrem anualmente no mundo por doenças transmitidas pela água como cólera e diarréia;
- mesmo na Europa, 2% da população não têm serviço de abastecimento de água - percentual que salta para 65% na Ásia e
- 50% dos desastres naturais relacionados com a água de 1990 a 2001 foram enchentes.

D'Isep finca sua posição sobre o uso da água citando Ricardo Petrella, um dos expoentes do movimento contra sua mercantilização. Ele propõe argumentos para um contrato mundial, baseado na premissa de que a água é um patrimônio global comum e vital, e denuncia a idéia da transformação da água em mercadoria como uma afronta aos direitos humanos, fato que estaria levando à sua monopolização por grandes corporações como Suex-Lyonnaise e Vivendi. O acesso à água, diz ela, deve ser garantido em quantidade e qualidade. E, para garantir este acesso, chegou a hora de "substituirmos a sociedade do risco pela sociedade da gestão do risco".

É num contexto de multiplicidade de formas do objeto-água, do pluralismo de sujeitos, de diálogo entre as diferentes formas normativas, da diversidade cultural e das liberdades fundamentais que o tema será tratado, num quadro que a autora define como da pós-modernidade hidrojurídica.

É uma abordagem ampla, que faz deste livro uma peça importante para aqueles treinados juridicamente ou em processo de formação na academia, mas que serve, também, como fonte de referência para outras disciplinas, como ecologia e economia, pela riqueza com que a autora esmiuça a água, num intrincado conta-gotas.


Fontes:

Sinopse: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/estante/agua-juridicamente-sustentavel-clarissa-disep-613813.shtml

Imagem:http://www.submarino.com.br/produto/1/21850609/agua+juridicamente+sustentavel

Conscientização

No domingo, dia 05/06, foi o Dia Mundial do Meio Ambiente, e como uma forma de conscientização para que não se jogue lixo fora da janela de automóveis em geral, a Autopista Litoral Sul (empresa responsável pela cobrança do pedágio e manutenção da BR-101) distribuiu sacolas oxi-biodegradáveis para todos os automóveis que passavam pelo pedágio.
Isto é um exemplo de que ainda há pessoas preocupadas com o meio ambiente. Esperamos que todas as pessoas que receberam esta sacola façam bom uso dela, jogando o lixo produzido dentro do carro na sacola descartável.


Imagem: 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinO-uwAzF5NIUGzJp7OnkbRr9swSGZgSpgI4vyR_ZzeOj1e9l95AexAHD0t3lGv2wKr-VhZFRALqD67md3a7dG_rpFlxgjUvMaTzeDyeZ743Y6lZQjwZ1BLvBI9BfrxdC2chNDs7beRiE/s1600/dia+do+meio+ambiente.jpg

Programa ÓLEO E ÁGUA não se misturam

Os bairros que não possuem Ecoponto, receberão em breve!


Obs: Para visualizar melhor a imagem com os ecopontos, clique em cima da imagem, que ira abrir outra pagina com a imagem ampliada.


Fonte: Panfleto distribuido pela FUNDEMA (Fundação Municipal do Meio Ambiente) na semana do meio ambiente.

A relação entre a Poluição Hídrica, a Grande Barreira de Corais e a Sociedade

Á costa nordeste da Austrália, localiza-se a Grande Barreira de Corais: o maior recife de coral que existe no planeta. Com mais de 2000 quilômetros de extensão, ela é a maior estrutura sobre a face da Terra, a ponto de que somente do espaço pode-se visualizá-la na íntegra.
Imagem de Satélite, mostrando parcialmente a
Grande Barreira de Corais Australiana

Porém, engana-se completamente quem pensa que a Grande Barreira de Corais não passa de um aspecto geográfico. Na realidade, a sua importância e influência excede a geografia e chega a influenciar até mesmo a economia e a sociedade Australiana. A Grande Barreira de Corais é um dos principais movimentadores turísticos da Austrália, o que contribui para o crescimento da economia do país. Mas não para por aí: A grande quantidade de turistas que vêm á Austrália para mergulharem ao encontro do maior Recife de Corais do planeta acabam sendo influenciados e, paralelamente, acabam também exercendo determinadas influências; isso pode ser melhor explicado pela sociologia, com o que chama-se de interação social, que define-se como uma modificação de comportamento decorrente do contato e comunicação entre dois ou mais indivíduos. No momento em que um turista comprar um lanche, estará ocorrendo uma Interação Social, sob a forma de Relação Social, que define-se pela sociologia como uma relação econômica. Prova-se daí a influência exercida pela Grande Barreira de Coral, que vai além da Geografia, chegando até mesmo na economia e na sociedade.
Mas, paralelamente a tudo isso, é impressionante a falta de consciência ambiental do ser humano: Nos últimos anos, tem crescido o número de plantações na costa nordeste australiana, e juntamente à isso, estão ocorrendo emissões de fertilizante excedente no mar. Isso tem trazido poluição aos oceanos e assim, surgem consequências devastadoras e, talvez, irreversíveis também. Uma delas está relacionada à Grande Barreira de Corais: com as emissões de fertilizantes nos oceanos, a reprodução de uma Estrela do Mar Espinhosa tem aumentado de forma assombrosa e incontrolável, e com isso, a Grande Barreira de Corais corre sério perigo, pois, esta Estrela do Mar Espinhosa nutre-se dos Corais, e acaba por matar os mesmos. E contra isso, a Grande Barreira de Corais não tem como se defender. Supondo-se que ela viesse a definhar, seria incalculável os danos que isso traria à Austrália.
Com isso, podemos perceber que a falta de consciência ambiental pode trazer danos gigantescos aos meios naturais. No caso da Grade Barreira de Corais, a falta de consciência ambiental promoveu a poluição hídrica, e a partir desta, podem surgir diversas consequências, não apenas geográficas. Assim, notamos que com a natureza, e principalmente a com água, não pode-se brincar, o que temos a fazer é preservar o que temos de tão precioso.
Preserve a Água, preserve a Vida.